Glossário para a cidade do nosso futuro reúne especialistas para refletir as cidades do amanhã com esperança

Que cidade queremos construir para as próximas gerações? Essa é a pergunta que atravessa Glossário para cidade do nosso futuro com esperança, obra organizada e editada pela arquiteta e professora Thereza Christina Couto Carvalho, que será lançada no dia 28 de setembro, às 18h30, na Livraria da Travessa de Ipanema, no Rio de Janeiro

Publicado pela Rio Books, o livro reúne 47 autores entre pesquisadores, arquitetos e urbanistas, além de especialistas de diferentes áreas do conhecimento, propondo uma reflexão interdisciplinar sobre os desafios contemporâneos das cidades, das mudanças climáticas e da relação entre sociedade e natureza.

Entre os destaques da publicação está a participação do arquiteto paisagista e urbanista chinês Kongjian Yu, referência internacional por formular o conceito de “cidade-esponja”, estratégia que utiliza soluções baseadas na natureza para ampliar a capacidade das cidades de absorver, armazenar e reutilizar a água da chuva. Yu assina dois textos inéditos, produzidos pouco antes de sua morte, em 2025, e publicados agora.

A publicação sucede o Pequeno Glossário Ilustrado de Urbanismo (2021) e amplia o debate ao reunir conceitos, pesquisas, experiências e práticas voltadas à construção de cidades mais resilientes, inclusivas e sustentáveis. Distribuído em cinco partes, o livro aborda temas como emergência climática, economia circular, cidades ecológicas, mobilidade, infraestrutura verde, inteligência artificial, patrimônio, cultura, paisagem e inovação, articulando diferentes perspectivas sobre o futuro urbano.

No prefácio, o arquiteto e urbanista Sérgio Magalhães destaca que a cidade contemporânea exige reflexão permanente diante da complexidade dos desafios atuais. Para ele, a obra oferece “régua e compasso” para compreender as transformações em curso e reforça a necessidade de fortalecer a cidadania e a relação entre cidade e natureza. Magalhães observa que o futuro não pode mais ser entendido como uma realidade distante, mas como uma construção que se realiza no presente.