Congresso Brasileiro de Arquitetos – CBA

O Congresso Brasileiro de Arquitetos (CBA) é promovido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) desde 1945.

A 21ª edição foi realizada entre 09 e 12 de Outubro de 2019 em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, com a co-promoção do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) e diversas entidades parceiras.

O 21º Congresso Brasileiro de Arquitetos (21º CBA) propôs o debate sobre o tema Espaço e Democracia. O espaço, em suas diferentes escalas e perspectivas, é o objeto da atuação acadêmica, profissional e política dos arquitetos e urbanistas. A democracia, por sua vez, é uma das premissas fundamentais da sociedade contemporânea. Perceber e discutir as relações entre estes dois conceitos parece ser cada vez mais necessário para o desenvolvimento da profissão, da cultura e da sociedade.

A valorização da arquitetura e urbanismo, e por consequência dos profissionais, demanda o seu reconhecimento social. Nós, profissionais e estudantes, sabemos do valor de nosso trabalho e das consequências positivas da nossa atuação. Porém, a sociedade está ciente desta realidade? Que atitudes tomamos para mudar este quadro? Propor um Congresso no coração da cidade é um importante ato neste sentido.

Realizar o Congresso em espaços públicos e promover atividades gratuitas dirigidas à população local traz a temática para a própria espacialidade proposta, reunindo a sociedade, os arquitetos e urbanistas do país. O 21º CBA convida os arquitetos e arquitetas (e urbanistas) do Brasil a viver o lugar, saindo do “não-lugar” que Centros de Convenções e Eventos podem representar, segundo a definição do antropólogo Marc Augé.

As formas inovadoras de organização dos profissionais para a atuação profissional e política, a interação entre teoria e prática, as profundas mudanças na formação, as novas tecnologias que impactam no exercício profissional, as questões étnicas e de gênero, as tensões entre ambiente construído, cultivado e natural, e intensos conflitos políticos e sociais vividos nas cidades, no país, no continente e no mundo foram alguns dos assuntos em pauta nos diversos formatos de atividades que ocorreram.

O 21º CBA convidou os profissionais e a sociedade a discutir o tema Espaço e Democracia. Um Congresso distribuído por diferentes locais do Centro Histórico de Porto Alegre, buscando tanto promover aos seus participantes a vivência dos espaços da cidade, das praças e parques aos equipamentos culturais e educacionais existentes, quanto dar visibilidade ao Congresso junto à população local.

O Congresso foi um evento preparatório do UIA 2020 Rio e integrou diferentes aspectos do Congresso Mundial em suas atividades. A amplitude do tema geral do 21º CBA foi debatida à luz de três eixos temáticos, em diferentes ramos: arquitetura cidade e ambiente, cultura e memória, formação e fazer profissional.

O Congresso Brasileiro de Arquitetura (CBA) homenageia a arquiteta e urbanista gaúcha Briane Panitz Bicca (in memorian) falecida no dia 02 de junho de 2018, em Porto Alegre. Briane é lembrada como um dos principais nomes na luta pela preservação do Patrimônio Histórico Cultural brasileiro.

Site do 21º Congresso Brasileiro de Arquitetos: https://www.21cba.com.br/Site

BIENAL INTERNACIONAL DE ARQUITETURA DE SÃO PAULO

A Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo é um projeto organizado pelo IAB Nacional e realizado pelo IABsp. Desde sua primeira edição em 1973, as bienais buscaram rever, discutir, explorar e tornar acessível a diversos públicos questões sobre a ocupação do território e nossa sociedade. Sendo uma importante manifestação cultural, social e política, a arquitetura brasileira encontra nas bienais sua principal instância de debate, essencial para o desenvolvimento crítico. Tendo a disciplina como retrato dessa sociedade em termos físicos e territoriais, a bienal deve ser então o metarretrato por meio do qual observamos e interpretamos a realidade e desafios cotidianos.

A 13ª Bienal Internacional de Arquitetura assumiu como provocação central inicial a RECONSTRUÇÃO. Convidando a repensar projetos, processos, espaços e práticas sociais, durante e depois da pandemia de COVID-19, a partir de eixos norteadores preliminares que guiam a organização deste evento: democracia, corpos, informação, memória e ecologia.

No convite a este amplo debate, assumimos o compromisso de dar continuidade ao processo seletivo aberto para a co-curadoria do evento, desta vez acompanhado da figura de uma curadora residente que possa pensar na edição atual. O Concurso de Co-Curadoria aconteceu no início de 2021 e selecionou TRAVESSIAS, uma proposta de recorte curatorial para a 13ª Bienal.

Partindo do fato de que os tecidos urbanos das cidades brasileiras são estruturas marcadas pela fragmentação, descontinuidades e simultaneidades tanto físicas, como simbólicas. As origens deste tecido estão enraizadas nos violentos processos de colonização e pela transferência das conformações de desigualdades e apagamentos para as cidades. A possibilidade de atravessamento pela imensa colcha de retalhos brasileira representa tanto o compartilhamento de urbanidades possíveis, como a oportunidade de reinterpretação de memórias coletivas ancestrais. O recorte curatorial travessias propõe eixos de atravessamentos na cidade articulados a nós temporários de atividades coletivas da 13ª Bienal Internacional de Arquitetura.

A Bienal Travessias pretende ressaltar a riqueza de leituras propiciadas pelo deslocamento dos corpos em paisagens desconhecidas ou familiares, ativando processos de ressignificação histórica sobre o território a partir de uma visão local e evocando memórias ancestrais. Reafirma, assim, a descolonização da construção do espaço e do corpo e põe a arquitetura e o urbanismo como ferramentas epistemológicas investigadoras de passados e capazes de fazer ressurgir narrativas apagadas por políticas eugenistas e/ou higienistas através de recriações de esferas de vida e sociabilidade que foram sublimadas pela política do invisível.

No sentido de construir um evento que também se estruture a partir do fortalecimento de uma rede de colaboração – envolvendo universidades, instituições culturais, movimentos sociais, entre outros – que atue frente a um pacto social para compartilhar projetos, narrativas, experiências, ferramentas que possibilitem compreensão, atuação e transformação do ambiente e da cultura urbana.

título da página

texto de apresentação