O documento é fruto das discussões realizadas por arquitetos, urbanistas, pesquisadores, gestores públicos e representantes de comunidades e setores privados do Brasil e do mundo, reunidos nos dias 5 e 6 de junho em São Luís (MA).
Depois de vários anos de degradação, e mais de seis de obras, foi parcialmente concluída a restauração do Palácio Capanema, antigo edifício do Ministério de Educação e Saúde, depois Ministério da Educação e Cultura. Na “reinauguração”, ocorrida ontem, foram agraciadas 114 personalidades, vivas ou mortas, com a medalha da Ordem do Mérito Cultural. O edifício é considerado uma das mais importantes obras primas do modernismo mundial.
A reabertura do Palácio Gustavo Capanema, marco indiscutível da arquitetura moderna brasileira, foi celebrada como um feito histórico para a cultura nacional. O evento reuniu autoridades, personalidades e instituições ligadas à cultura, destacando o simbolismo do edifício e sua trajetória de resistência e renovação. Contudo, a solenidade também trouxe à tona importantes reflexões: apesar do reconhecimento do Capanema enquanto ícone cultural, a presença discreta de profissionais e entidades do campo da arquitetura evidenciou desafios persistentes no reconhecimento pleno da arquitetura como manifestação cultural no Brasil.
O Palácio Gustavo Capanema foi reinaugurado na última semana e volta a sediar órgãos e setores da Cultura. O fato reafirma seu lugar como patrimônio simbólico da produção arquitetônica nacional e da vida cultural do país.
A proposta busca criar um espaço dedicado à memória e à reflexão sobre a arquitetura e o urbanismo em Curitiba, nos moldes da já existente Casa da Memória, administrada pela Fundação Cultural. A Casa do Arquiteto deverá abrigar acervos físicos e digitais, promover debates sobre os espaços públicos e sediar uma escola de formação continuada organizada pelo IAB.