Urbanismo como Saúde Pública: O Papel Essencial do Arquiteto e Urbanista e o Plano de Arborização Urbana para Cidades Resilientes
🏆 Vencedor da Etapa Departamental do IAB/MS da Premiação Nacional do IAB 2025
🏅 Finalista da Etapa Nacional no Eixo IV – Cultura Arquitetônica
Categoria do IAB/MS: Categoria única – Cultura Arquitetônica
O trabalho Urbanismo como Saúde Pública apresenta uma reflexão crítica e propositiva sobre o crescimento acelerado das cidades do interior do Brasil e seus impactos diretos na saúde coletiva. Partindo da constatação de que a expansão urbana impulsionada pelo agronegócio, pelas commodities e por novas indústrias tem ocorrido, em muitos casos, sem planejamento adequado, o texto eleva o urbanismo ao campo estratégico da saúde pública.
A arborização urbana é tratada como infraestrutura verde essencial, não como elemento ornamental. O estudo evidencia seus benefícios ambientais e humanos, incluindo a mitigação das ilhas de calor, a melhoria da qualidade do ar, a redução do consumo energético, o manejo das águas pluviais e a preservação da biodiversidade urbana. No campo da saúde humana, o trabalho articula referências acadêmicas e institucionais para demonstrar a relação direta entre cobertura arbórea e a redução de doenças respiratórias, cardiovasculares e transtornos mentais, além de estimular a atividade física e o convívio social, dialogando com o conceito de biofilia.
O texto também explicita os efeitos negativos do crescimento urbano desordenado, como a sobrecarga da infraestrutura, a especulação imobiliária, a degradação ambiental, os problemas de mobilidade e o aumento das desigualdades socioespaciais. Diante desse cenário, propõe como estratégia central a elaboração e implementação de Planos de Arborização Urbana articulados em escala nacional, estadual e municipal.
Como contribuição prática, o trabalho apresenta a Regra 3-30-300, formulada por Cecil Konijnendijk, como diretriz objetiva para cidades mais saudáveis e resilientes: a presença de três árvores visíveis a partir da residência ou local de trabalho, 30% de cobertura de copas no bairro e acesso a um espaço verde público de qualidade em até 300 metros. O texto reafirma, ao final, o papel indispensável do arquiteto e urbanista como agente técnico, social e político na construção de cidades sustentáveis, equitativas e comprometidas com a saúde pública.
Texto elaborado a partir das informações fornecidas pelo proponente.
Cidade do projeto:
Campo Grande (MS)
Ano de início das atividades:
Não informado pelo autor
Ano de conclusão do projeto:
Não informado pelo autor
Demais membros da equipe principal do trabalho:
Não informado pelo autor
Equipe ou instituições indiretamente envolvidas:
Não informado pelo autor
Crédito das imagens:
Não informado pelo autor
