(RE)INVENÇÃO: Pavilhão do Brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza
🏆 Vencedor da Etapa Departamental do IAB/DF da Premiação Nacional do IAB 2025
🏅 Finalista da Etapa Nacional no Eixo IV – Cultura Arquitetônica
Categoria do IAB/DF: Categoria única – Cultura Arquitetônica
A exposição (RE)INVENÇÃO: Pavilhão do Brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza propõe uma leitura crítica e propositiva da arquitetura brasileira a partir de uma narrativa espacial estruturada em dois atos, articulados por instalações que exploram equilíbrio, leveza e uso mínimo de elementos construtivos. O projeto utiliza a própria estrutura do Pavilhão do Brasil como suporte para reconfigurar seus espaços internos, ativando o edifício como parte integrante da exposição.
No primeiro ato, a instalação se organiza integralmente apoiada no chão e apresenta uma reflexão sobre as transformações do território brasileiro realizadas por povos indígenas ao longo de mais de 12 mil anos. A exposição evidencia como esses grupos desenvolveram infraestruturas sofisticadas, baseadas na integração entre técnica e natureza, resultando em paisagens construídas por meio de relações abertas, adaptativas e não controladoras. Exemplos como as terras pretas de índio revelam formas de engenhosidade ambiental e produção espacial profundamente conectadas ao meio.
O segundo ato desloca o foco para a contemporaneidade, abordando as relações entre arquitetura, infraestrutura e cidade no Brasil atual. A instalação passa a operar em suspensão, a partir do equilíbrio entre painéis de CLT, pedras como contrapesos e cabos de aço, configurando um sistema estável regido por forças de ação e reação. A curadoria reúne pesquisas, processos e práticas que valorizam estratégias projetuais inventivas, abertas e sustentáveis, em detrimento de modelos rígidos.
Três eixos estruturam a exposição: a apropriação social do espaço a partir de ocupações informais e leituras sensíveis do território; a produção de múltiplas espacialidades por meio de estruturas abertas e elementos mínimos; e as operações projetuais que promovem novas coexistências a partir da reciclagem e ressignificação do existente. A exposição afirma o projeto como instrumento de reinvenção cultural, social e ecológica, posicionando a arquitetura como campo ativo de reflexão e transformação.
Texto elaborado a partir das informações fornecidas pelo proponente.
Cidade do projeto:
Veneza (Itália)
Ano de início das atividades:
2025
Período de realização:
13 a 17 de agosto de 2025
Demais membros da equipe principal do trabalho:
André Velloso, Carol Pescatori, Cauê Capillé, Daniel Mangabeira, Guilherme Lassance, Henrique Coutinho e Sergio Marques (arquitetos colaboradores)
Equipe ou instituições indiretamente envolvidas:
Não informado pelo proponente.
