Pavilhão Educativo: “Um rio não existe sozinho”
🏆 Vencedor da Etapa Departamental do IAB/MA da Premiação Nacional do IAB 2025
⭐ Destaque do Eixo I da Etapa Departamental do IAB/MA
🏅 Finalista da Etapa Nacional no Eixo I – Edificações
Categoria do IAB/MA: Categoria única – Edificações
Implantado na Praça Isolda, em meio à fauna e à vegetação do Parque Zoobotânico Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém do Pará, o Pavilhão Educativo “Um rio não existe sozinho” resulta de uma colaboração entre o Museu Paraense Emílio Goeldi, o Instituto Tomie Ohtake e o Estúdio Flume, com apoio da Fundação Ammodo. O projeto integra a mostra coletiva homônima e dialoga diretamente com as discussões contemporâneas sobre sustentabilidade e crise climática, em consonância com a agenda da COP30.
A proposta investiga o potencial construtivo de produtos florestais não madeireiros da Amazônia, articulando saberes tradicionais, experimentação material e pesquisa acadêmica. O ponto de partida foi o estudo do caroço de açaí triturado, resíduo amplamente disponível na região, explorado como material construtivo em parceria com o Núcleo de Apoio à Pesquisa em Materiais para Biossistemas (BioSMat) da USP. Por meio de processos de prensagem a quente, combinados a um aglomerante natural à base de óleo de mamona, o material revelou possibilidades de uso fora do circuito alimentar, propondo soluções circulares e ambientalmente responsáveis.
O pavilhão incorpora ainda a palha de ubuçu, extraída e trançada por comunidades ribeirinhas, reforçando a valorização das cadeias produtivas locais. A estrutura principal utiliza madeira de cupiúba, usualmente empregada como escora, reaplicada em peças delgadas e curvas. As vigas foram moldadas in loco por colagem de tábuas com adesivo expansivo, em um processo artesanal que dialoga com técnicas de madeira laminada colada e com o modo tradicional de construção de canoas pelos pescadores da região.
Mais do que uma estrutura expositiva, o pavilhão constitui um experimento arquitetônico e pedagógico, que reflete sobre o futuro dos materiais amazônicos e estabelece precedentes para aplicações permanentes, como o futuro Centro Agroflorestal e Observatório da Floresta, previsto para o Amazonas.
Texto elaborado a partir das informações fornecidas pelo proponente.
Cidade do projeto:
Belém (PA)
Ano de conclusão do projeto:
2025
Ano de conclusão da obra:
2025
Demais membros da equipe principal:
Noelia Monteiro e Christian Teshirogi (arquitetos sócios), Beatriz Teixeira e Isabelle Guilhem (estudantes e estagiárias de Arquitetura e Urbanismo), Pedro Kok (fotografia), Arquimedes Costa (projeto de estruturas), Holmer Savastano Junior (consultoria em engenharia de materiais), Lourivaldo Vieira dos Santos (estrutura de madeira), Tiago Lopes das Chagas (fundações) e Joel do Socorro Correa Costa (cobertura de palha).
Equipe ou instituições indiretamente envolvidas:
Parque Zoobotânico Museu Paraense Emílio Goeldi, Instituto Tomie Ohtake e Fundação Ammodo.
Crédito das imagens:
