Exposição Isso não é uma invasão: histórias e memórias de Brasília

🏆 Vencedor da Etapa Departamental do IAB/DF da Premiação Nacional do IAB 2025
🏅 Finalista da Etapa Nacional no Eixo IV – Cultura Arquitetônica
Categoria do IAB/DF: Categoria única – Cultura Arquitetônica

A exposição Isso não é uma invasão: histórias e memórias de Brasília propõe uma releitura crítica da formação da capital federal a partir das favelas e ocupações irregulares presentes desde o final da década de 1950. Contrapondo a narrativa oficial centrada no Plano Piloto, a mostra evidencia como esses assentamentos foram parte constitutiva da cidade e como os sucessivos planos de erradicação deram origem às chamadas cidades-satélites.

Organizada pelo grupo de pesquisa Capital e Periferia, da Universidade de Brasília, a exposição articula pesquisa acadêmica, memória social, produção artística e ativismo urbano. A expografia reúne documentos oficiais, fotografias históricas, obras artísticas, registros de movimentos sociais e depoimentos de moradores, convidando o visitante a interagir e produzir seus próprios registros. O título, inspirado na obra do artista Gu da CEI, questiona a noção de “invasão” e afirma a apropriação coletiva do espaço urbano como prática legítima de produção da cidade e reivindicação de direitos.

A exposição se estrutura em núcleos temáticos que abordam levantamentos e diagnósticos governamentais, processos de remoção e reassentamento, planos oficiais de erradicação, mobilização social, memórias familiares e reinterpretações contemporâneas sobre Ceilândia e outras periferias do Distrito Federal. Ao reunir múltiplos pontos de vista, o projeto constrói uma narrativa complexa sobre conflitos territoriais, desigualdades urbanas e resistência social.

Realizada na Galeria Risofloras, vinculada ao Programa Jovem de Expressão, em Ceilândia, a exposição amplia o acesso à produção cultural e acadêmica, fortalecendo o diálogo com territórios historicamente marginalizados. A iniciativa consolida-se como ferramenta de difusão da cultura arquitetônica, de valorização das memórias periféricas e de crítica às políticas urbanas excludentes, articulando pesquisa, território e ação cultural de forma insurgente e comprometida socialmente.

Texto elaborado a partir das informações fornecidas pelo proponente.

Cidade do projeto:

Brasilia (DF)

Ano de início das atividades:

2025

Período de realização:

2025

Demais membros da equipe principal do trabalho:

Maria Fernanda Derntl (concepção, coordenação, curadoria e textos), Gu da CEI (concepção, coordenação e artista convidado), Ana Elisa Carnaúba e Júlia Bianchi (projeto expográfico, design gráfico e produção), Ana Elisa Carnaúba, Anny Carollyna Trindade Leite, Daniela Barbosa, Júlia Bianchi, Luciana Jobim, Luisa Gonçalves de Melo, Maria Fernanda Derntl e Paulo Honorato (pesquisa), Erê Produções – Programa Jovem de Expressão (fotografia), Marcus Vinícius Castro de Souza (mediação) e Mateus Camargo (montagem).

Equipe ou instituições indiretamente envolvidas:

Grupo Capital e Periferia e Galeria Risofloras (realização), Programa Jovem de Expressão e FAU-UnB (apoio), Arquivo Público do Distrito Federal (agradecimentos) e CNPq (patrocínio).

Crédito das imagens:

Programa Jovem de Expressão