Secretário de Planejamento de João Pessoa reconhece importância do projeto no desenvolvimento da cidade

Data: 30/03/2015

Departamento: IAB PB

O secretário de planejamento de João Pessoa, Zennedy Bezerra, recebeu, na manhã desta segunda-feira, 30 de março, os presidentes do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Sérgio Magalhães, do IAB-PB, Fabiano de Melo, e do Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Paraíba (CAU/PB), Cristiano Rollim, em seu gabinete. Na pauta, a importância do projeto para o  planejamento e desenvolvimento da cidade. 

Bezerra ganhou um exemplar da edição especial da revista Arquitetura Q+50, publicado pelo IAB em 2013, com o registro do ciclo do  Seminário de Política Urbana Quitandinha+50. O documento apresenta também diretrizes para atender as demandas do novo ambiente urbano do país. “A revista vai passar a ser uma referência para nós. Quando assumi a secretaria, meu desejo foi de dinamizar a pasta e não quero que isso fique apenas na retórica”, afirmou o secretário.

Para o presidente do IAB, quem está no comando do planejamento tem a possibilidade de reverter a atual situação das cidades brasileiras. A exigência do projeto completo para a licitação de obras públicas é indispensável para o processo de qualificação dos espaços e obras públicas. “Desde a criação da Lei 8.666/93, as exigências para se licitar obras diminuíram. A autonomia da elaboração do projeto foi transferida do arquiteto para as construtoras. Chegamos a um ponto, com o Regime Diferenciado de Contratações de Obras Públicas (RDC), em que a obra é licitada sem projeto”, criticou Magalhães.

Segundo Bezerra, a secretaria quer aprofundar as relações com as entidades de arquitetura e tem disposição para verificar a pauta de necessidades e reivindicações da cidade para um debate mais amplo. “Quero aproveitar o momento, com a presença do Sérgio Magalhães, para criarmos um grupo de trabalho e avançarmos no tema. Esse grupo também teria como atribuição amarrar as questões de projeto”, propôs.

Na avaliação do presidente do IAB-PB, o início da gestão do Zennedy Bezerra já foi positivo, pois conseguiram avanços em questões importantes como a reurbanização do Parque Sólon de Lucena, no Centro Histórico de João Pessoa. “Esse foi um esforço do IAB-PB para colocar em debate um ponto que é cartão postal da cidade. Defendíamos a realização de um concurso público de projeto, mas a gente entendeu a palavra da prefeitura, que tinha verba destinada e projeto em andamento”, disse Fabiano de Melo.

O presidente do IAB-PB também ficou satisfeito com a proposta do secretário de criar um grupo de trabalho: “O IAB-PB está à disposição para colaborar da melhor forma possível para avançar na gestão e nas questões que o IAB defende”.

Cristiano Rollim também parabenizou a proposta de uma agenda positiva do secretário de planejamento. “A participação dos arquitetos é importante para que haja discussões mais amplas. Uma proposta é que a secretaria integre o grupo de trabalho do CAU/PB e que proponham pautas conjuntas”, afirmou Rollim.

Post sem comentários! Comentar o post

Comentários (01)

Notícia esperançosa, mas na prática o que significa? O Parque Solon de Lucena não poderá ser motivo de debate coletivo já que a fase do projeto urbanístico ainda nem está concluído? Ser aprovado com Ressalvas pelo IPHAEP encerra a fase de discussão? Não seria oportuno a partir de agora, uma oficina de desenho urbano participativo? O Parque Parahyba (na área do Aeroclube) também já tem verba e não será possível o atendimento por Concurso de Projeto? A requalificação da Praça da Independência não poderá ser discutido com a sociedade? As intervenções do Porto do Capim, São José, Mobilidade Urbana, terão abertura ao diálogo através da divulgação dos estudos projetuais ou será que de novo receberemos a argumentação: " já temos a verba e teremos que aplicar senão perdemos" ? Qual a diferença entre projeto básico e projetos sem participação popular de obras impactantes para a cidade e para os cidadãos? Ambos, não se aproximam de resultados ineficientes e onerosos?Desculpem, tenho uma esperança que de fato a postura mude, mas é preciso que as coisas aconteçam na prática.

responda esse comentário>>