Homenagem a Alfredo Britto reuniu amigos no IAB-RJ

Data: 29/01/2016

Departamento: IAB RJ

A homenagem ao arquiteto, professor e ativista social Alfredo Britto reuniu amigos e colegas de profissão na sede do IAB-RJ na noite de segunda-feira, 25 de janeiro. Organizado pela família e pelo instituto, o evento contou com exibição de depoimentos do arquiteto em documentários sobre arquitetura e urbanismo e uma roda de choro, iguais às que Britto promovia em sua casa no primeiro sábado do ano. Agora, o IAB-RJ vai realizar uma série de encontros para discutir a produção de grandes arquitetos brasileiros. Alfredo Britto foi o escolhido para estrear os debates, que farão parte dos eventos preparatórios do UIA 2020 RIO.
 
O presidente do IAB-RJ, Pedro da Luz Moreira, explicou que o instituto criou um grupo interessado em produzir uma exposição e reflexões sobre a trajetória de Alfredo Britto, que se materializará plenamente no UIA 2020 RIO.
 
“A ideia é reunir um material rico e vasto do trabalho de Britto para ser exposto no 27º Congresso Mundial da União Internacional dos Arquitetos, que será realizado pela primeira vez no Brasil em 2020, na cidade do Rio de Janeiro. Além do trabalho de Britto, a mostra pode expor também os trabalhos de outros arquitetos notáveis da arquitetura nacional, que ainda atuam ou que já morreram”, explicou Pedro da Luz.
 
Alfredo Britto marcou a arquitetura carioca com sua paixão pela cultura, impressa em projetos como a restauração do conjunto arquitetônico do Arquivo Nacional (1982) e a restauração do Conjunto Residencial Prefeito Mendes de Morais (2004), conhecido como Pedregulho. Profissional premiado e atuante, admirador dos bairros do Rio, Britto era também escritor e professor, tendo sido um dos criadores do curso de arquitetura e urbanismo da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).
 
O arquiteto começou a vida profissional cedo, antes da conclusão da faculdade. Foi desenhista do Instituto Nacional de Imigração e Colonização e, apesar do tempo apertado, começou a fazer estágio em escritórios de arquitetura. Entre os projetos desenvolvidos por Alfredo Britto se destacam ainda o auditório para divisão de patologia do Instituto Oswaldo Cruz (1963) e o edifício da Santa Casa da Misericórdia de Ouro Preto (1983). Com Alberto Xavier e Ana Luiza Nobre, Britto escreveu o livro “Arquitetura moderna no Rio de Janeiro" (1991). Ele também é coautor, com Felipe Taborda e Tom Taborda, do livro “Paisagens Particulares” (2000). O último livro publicado pelo arquiteto se chama “Pedregulho: o sonho pioneiro da habitação popular no Brasil”, lançado em agosto de 2015.

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