Com time de grandes arquitetos, Arq.Futuro discute as cidades e a água

Autor: Assessoria de Imprensa do Arq.Futuro Data: 22/09/2014

Departamento: IAB SP

Como lidar com a constatação de que a água, essencial à vida, é recurso esgotável, porém reutilizável? Como fazer com que as nossas cidades se estruturem para evitar os elevados índices de perda hídrica? Qual a reação das empresas globais diante da perspectiva de um “mundo sem água”? Que produtos e sistemas têm surgido para enfrentar a escassez hídrica? Como mudar hábitos cotidianos e engajar toda a sociedade numa causa vital?
 
Plataforma de discussão sobre o futuro das cidades, o Arq.Futuro chega a São Paulo, a sétima metrópole do mundo, com o fórum internacional “A Cidade e a Água”, depois de promover debates sobre o tema no Rio de Janeiro e em Piracicaba. Nesta versão ampliada, reunirá arquitetos, urbanistas, gestores públicos e privados, agentes de inovação, representantes do mundo corporativo e da sociedade civil para discutir, por diferentes ângulos e experiências, manejo e gestão de recursos hídricos, visando o bem-estar de milhões de cidadãos e o desenvolvimento urbano sustentável.
 
Serão dois dias (23 e 24 de setembro) de programação intensa, gratuita, alternando palestras, diálogos e debates, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo.
 
Shigeru Ban, o Pritzker do ano, fala na abertura

Que contribuição a arquitetura pode dar a cidades cada vez mais expostas a mudanças climáticas, escassez hídrica e esgotamento de outros recursos naturais? Com olhos voltados para esse horizonte, o arquiteto japonês Shigeru Ban faz a palestra inaugural do Arq.Futuro “A Cidade e a Água”. Pioneiro no uso de papel reciclado e tecido em projetos arquitetônicos, ele combina a tradição construtiva oriental com desafios contemporâneos, incluindo as situações de emergência, a reconstrução de áreas devastadas e a recuperação urbanística.
Ganhador do Pritzker de 2014, o mais importante prêmio internacional de arquitetura desde os anos 1980, Shigeru vem desenvolvendo e aprimorando técnicas de utilização do papel como elemento estruturante em projetos – na verdade, um delicado material da arquitetura tradicional japonesa que, compactado para atingir alta resistência, tem sido empregado na construção de casas, pavilhões, museus e até mesmo pontes.
Professor da Universidade de Kyoto, Shigeru Ban desenvolve atualmente projeto para parques nacionais da Amazônia, a convite do Ministério do Meio Ambiente. 

Palestrantes internacionais compartilham experiências

Além de Shigeru Ban, o arquiteto alemão Lars Krückeberg, do escritório GRAFT, com sede em Berlim, e o colega americano Tim Duggan, ambos da fundação Make it Right (MIR), apresentam modelos de recuperação urbanística implantados na cidade de New Orleans (EUA), após a passagem do furacão Katrina, em 2005. Co-fundador da MIR com o ator Brad Pitt, Lars apresentará projetos que associam consumo e tratamento de água com energia limpa. Tim falará de experiências urbanísticas em Kansas City e em reserva indígena do estado americano de Montana.
O arquiteto malaio Liu Thai Ker, por anos à frente dos departamentos de Habitação e Desenvolvimento Urbano de Singapura, também participa doArq.Futuro. Considerado o grande urbanista asiático, Thai Ker imprimiu a marca de suas concepções na cidade-estado para a qual previu todo um reordenamento sobre o plano-diretor herdado dos ingleses, alcançando soluções inovadoras apesar das restrições territoriais e da forte pressão demográfica. Já o cientista social Aswhin Mahesh, outro especialista em planejamento urbano, integrará painel sobre saneamento, tema que o novo primeiro-ministro do país estabelece como prioridade nº1. 
Outro nome de destaque na programação, o arquiteto americano Alexandros Washburn traz a debate o seu envolvimento com resiliência urbana, particularmente a partir dos momentos críticos de Nova York e região, em decorrência das enchentes após a passagem do furacão Sandy, em 2012. Autor do livro The Nature of Urban Design, Washburn atuou no Departamento de Planejamento Urbano de Nova York, na administração do prefeito Michael Bloomberg.

Painel reúne prefeitos de São Paulo, Kansas City, Porto e Piracicaba

Uma conversa entre prefeitos acontece no encerramento do Arq.Futuro:  Fernando Haddad,  da cidade de São Paulo, Mark Holland, de Kansas City (Estados Unidos), Rui Moreira, da Cidade do Porto (Portugal) e Gabriel Ferrato, de Piracicaba (SP) colocam em discussão os instrumentos do gestor público e as possibilidades de atuação da máquina municipal no que diz respeito à relação das cidades com suas águas. Outros gestores públicos serão ouvidos ao longo da programação. Entre eles, Mauro Arce, secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Vicente Andreu, presidente da Agência Nacional das Águas (ANA), Washington Fajardo, presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade.
Projetos de impacto urbano serão relatados, envolvendo recuperação de rios e complexidades do desenvolvimento urbano em regiões de aquíferos – caso das apresentações a cargo da geógrafa Stela Goldenstein (Projeto Águas Claras do Rio Pinheiros), da arquiteta-urbanista Circe Monteiro (Projeto Parque Linear do Capibaribe, em Recife) e do arquiteto Eiji Hayakawa (Projeto sobre o Aquífero Rio Branco, no Acre).

A inovação dos grandes e pequenos

Empresas globais reagem à escassez hídrica pelo mundo. Não apenas na vertente pragmática dos negócios – “no water, no business” -, mas no engajamento de seus funcionários, nas parcerias com comunidades e no financiamento para pesquisa.  Gabriela de la Garza, gerente sênior de sustentabilidade da PepsiCo, abre painel sobre bons exemplos de envolvimento do mundo corporativo com  preservação, distribuição e tratamento de água. Além de Gabriela, falam representantes das empresas AmBev, Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), Whirpool e Energias do Brasil SA. 
Outro painel reúne iniciativas classificadas como tecnologias “low cost”, em escala empresarial ou mesmo individual, apontando caminhos que reforçam o uso racional da água no contexto urbano. Da empresa sueca Solvatten, que desenvolve aparelhos para tratamento de água em escala doméstica, movidos a energia solar e já exportados para vários países, à ação dos líderes da Rede Permacultura, que atua na escala dos bairros, vários casos serão expostos.

Bei Editora e Arq.Futuro lançam três títulos no evento

Com foco em desenvolvimento urbano, novos títulos serão lançados no Arq.Futuro   “A Cidade e a Água”, a partir das 19 horas do dia 23/9, no saguão do Auditório do Ibirapuera.  Água Escondida é o nome do novo livro do premiado fotógrafo brasileiro Caio Reisewitz, numa edição Bei-Arq. Futuro em parceria com o Instituto Moreira Salles (IMS). Em série exclusiva de fotografias e fotomontagens, Caio visita cidades brasileiras e capta relações surpreendentes, escondidas até, entre a urbe e seus rios. 
Em Impressões, Gustavo Penna, expoente da arquitetura mineira pós-modernista, repassa 40 anos de trabalho em livro concebido pela arquiteta Beatriz Magalhães e pelo designer gráfico Guili Seara, em lançamento da Bei Editora. E sob o título Financiamento da Inovação Urbana, livro traz a visão de especialistas sobre este tema crucial para as cidades. A organização da obra é do economista Sérgio Lazzarini, professor do Insper-SP.

Sobre o Arq. Futuro

Criado em 2011, o Arq. Futuro se consolida como ativa plataforma de debates em arquitetura e urbanismo, gerando conteúdo (impresso e digital) com a publicação de livros, em seu website e blog, e através dos eventos públicos.
Desde sua fundação, vem atraindo para seus eventos nomes de peso da arquitetura mundial, entre eles, Shigeru Ban, Zaha Haddid, Jacques Herzog,Thom Mayne, Elizabeth Diller, Alejandro Aravena e Isay Weinfeld. Em sua primeira versão, o Arq. Futuro teve a honra de contar com a participação do baiano João Filgueiras Lima, o Lelé, figura de proa da arquitetura brasileira, recentemente falecido e a quem prestará homenagem em 23 de setembro, no Auditório do Ibirapuera.
Nos últimos tempos, e de forma acentuada, o Arq.Futuro tem procurado ampliar o debate sobre cidades, numa transversalidade que admite participações de experts não só em arquitetura e urbanismo, mas vindos de outros campos do conhecimento.  Caso, por exemplo, do economista americano Edward Glaeser, autor do elogiado The Triumph of Cities, que realizou palestra em evento de 2013, em São Paulo.
A ampliação também se dá com a integração pelo Arq.Futuro de outras temáticas, como a da água, indispensáveis à qualificação do espaço urbano – sempre com o propósito de democratizar a informação e atrair o público para um debate que é permanente.

​Programação completa e inscrições: http://www.arqfuturo.com.br

SERVIÇO

Arq. Futuro São Paulo
Quando: 23 e 24 de setembro de 2014.
Onde: Auditório Ibirapuera - Parque do Ibirapuera. Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, portão 3 - São Paulo.806 lugares.

Sem estacionamento no local.

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