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Apresentação

Rosa Grena Kliass é uma pioneira na arquitetura paisagística. Premiada e reconhecida pelo IAB e outras entidades por sua trajetória profissional é uma inspiração a todas nós, por isso resolvemos homenageá-la com o nome da comissão.

Rosa foi convidada em 2016 pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de Brasília para uma aula Magna. Na ocasião Rosa não se identificou como uma feminista, mas como uma mulher do seu tempo, que teve que desbravar muitas fronteiras. Alguns anos e muitas homenagens depois, ela entendeu seu papel na construção do imaginário de muitas jovens arquitetas.

Assim como ela nasce esta comissão diversificada e desbravadora, formada por arquitetas e urbanistas de diversos contextos, advindas de todas as regiões do país. 

O artigo segundo da Declaração Universal dos Direitos Humanos traz a não-discriminação sexual como um dos princípios fundamentais de sua aplicação. Todavia, no Brasil, as políticas públicas, algumas instituições e grupos sociais tendem a não considerar relevante este princípio ou mesmo desrespeitá-lo sistematicamente, ameaçando direitos humanos básicos, incluso o das mulheres

No plano nacional, a discriminação contra as mulheres é proibida pela Constituição Federal. Seu artigo 3º define como objetivo da República promover o bem de todas e todos, sem preconceito de sexo, raça, cor e idade (entre outros), e o artigo 5º prevê que homens e mulheres são iguais em seus direitos e obrigações. Sabemos que, apesar de todos os direitos conquistados, essa condição de “igualdade” não é realidade para a maioria das mulheres.

No âmbito da arquitetura e urbanismo brasileiro, as mulheres são maioria desde o final do século XX e, segundo o censo do CAU de 2019, representam 63% de profissionais formados em exercício no Brasil. Apesar grande presença feminina na profissão, as arquitetas e urbanistas são preteridas para os cargos de chefias, para comando dos grupos e comissões, para presidências das entidades, nas representações de instituições, entidades, premiações. Posicionar-se por uma sociedade democrática é tarefa que independe do gênero e da sexualidade. Na atual conjuntura mundial e nacional, estas questões são estruturais para a garantia de sociedades mais justas e equânimes.

A mudança de posicionamento no que tange o tema está expressa na Carta da Cidade de Porto Alegre 21º Congresso Brasileiro de Arquitetos, da qual se destaca a seguinte proposta:

Enfrentar as assimetrias presentes em nossas entidades representativas, entendendo a plural dimensão das pautas que tangenciam nossas atribuições e a fundamental e necessária ampliação da participação dos diversos setores demográficos e sociais da população, sob a perspectiva de gênero, etnia e classe, na produção de nossas cidades. Tal diversidade é fundamental, pois incide não só na ampliação do debate democrático em nossas entidades e autarquia, mas também reflete a alternância de nossas propostas para as cidades e para o campo reflexivo da arquitetura e do urbanismo.

Faz-se necessário, portanto, respeitar e reconhecer a voz, a presença e o trabalho das mulheres no processo de construção das cidades brasileiras. Para a continuidade da tradição do IAB com a promoção de uma sociedade democrática é imprescindível reparar a dívida histórica da entidade com a atuação das mulheres neste colegiado, oriundas da invisibilização trazida pelo machismo estrutural ainda tão presente em nossa sociedade. 

Objetivo principal da Comissão:

Promover o reconhecimento, a visibilidade à memória e o fomento da participação ativa das mulheres no campo de atuação profissional e institucional em áreas da arquitetura, do urbanismo e da arquitetura paisagística. 

Objetivos específicos da Comissão (em construção):
  • Promover e defender a participação equânime das mulheres no ambiente interno do IAB;
  • Promover, discutir e propor soluções para a arquitetura e urbanismo a partir das questões de gênero;
  • Promover e defender uma sociedade equânime a partir de ações no âmbito da arquitetura e urbanismo;
  • Promover a interlocução com outras comissões e entidades para pensar políticas urbanas, exercício profissional, ensino e demais temáticas sob a perspectiva de gênero; 
  • Promover o reconhecimento das mulheres no âmbito profissional e institucional através da redução da desigualdade nas convocações, convites, menções, honrarias e premiações;
  • Promover a conscientização e o combate ao assédio e à injúria racial;
  • Promover e lutar pela igualdade de remuneração entre mulheres e homens;
  • Promover a pesquisa e divulgação sobre a atuação de mulheres brasileiras na Arquitetura, Urbanismo, Arquitetura Paisagística e áreas afins à construção da cidade.  
      Grupos de Trabalho

      GT 01 – História da Arquiteta Negra e da Arquiteta

      Claudia Teresa Pereira Pires

      Fárida Mirany de Mira

      Lígia Tammela

      Marcela Marques Abla

      Monica Bahia Schlee

      Synara Jane da Silva Holanda

      Luiza Rego Dias Coelho

      Gabriela de Matos Moreira

       

      GT 02 – Cidade, prática e formação profissional

      Claudia Fávaro

      Maria Edwiges Leal

      Vera Cristina Galvão Bacchi

      Olinda Beatriz Trevisol Meneghini

      Marcela Marques Abla

      Beatriz Meunier Ferraz

      Clarice Misoczky Oliveira

      Izabela Moreira Lima

      Maria Elisa Baptista

       

      GT 03 – Combate ao Assédio e ao Racismo na Entidade

      Laís Petra Lobato Martins

      Vania Stephan Marroni Burigo

      Juliana Córdula Dreher de Andrade

       

      GT 04 – Comunição CEEG | Manas IAB 

      Nadia Somekh

      Synara Jane da Silva Holanda

      Beatriz Meunier Ferraz

      Laís Petra Lobato Martins

      Raissa Gonçalves Monteiro

      Integrantes da Comissão

      Clarice Misoczky Oliveira – Coord. | IAB – RS

      Gabriela de Matos – Coord. | IAB – SP

      Luiza Rego Dias Coelho – Coord. | IAB – DF

      Raissa Gonçalves Monteiro – Coord. | IAB – PB

      Beatriz Meunier Ferraz | IAB – PE

      Claudia Cristina Taborda Dudeque | IAB – PR

      Claudia Fávaro | IAB – RS

      Claudia Teresa Pereira Pires | IAB – MG

      Fárida Mirany de Mira | IAB – SC

      Heloísa Melo Moura | IAB – DF

      Izabela Lima | IAB – CE

      Josemee Gomes de Lima | IAB – AL

      Juliana Córdula Dreher de Andrade | IAB – SC

      Laís Petra Lobato Martins | IAB – DF

      Lígia Tammela | IAB – RJ

      Manoela Guedes Ferreira Jordão de Vasconcelos | IAB – PE

      Marcela Marques Abla | IAB – RJ

      Maria Edwiges Leal | IAB – MG

      Maria Elisa Baptista | IAB – MG

      Maribel Aliaga Fuentes | IAB – DF

      Monica Bahia Schlee | IAB – RJ

      Nadia Somekh | IAB – SP

      Natalia Mabel Santos de Oliveira | IAB – RN

      Rossella Rosseto | IAB – SP

      Synara Jane da Silva Holanda | IAB – AL

      Vania Stephan Marroni Burigo | IAB – SC

      Vera Cristina Galvão Bacchi | IAB – MS

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