História

História

Anos iniciais: em 1903, o primeiro movimento

A grande transformação urbana da virada do século XX no Rio de Janeiro gera o primeiro movimento de arquitetos em torno dos interesses da profissão. Antigos documentos citam a criação do Centro de Arquitetos e Construtores do Rio de Janeiro, em 1903, um esboço inicial de agremiação dos profissionais de arquitetura. Quase duas décadas depois, em 1920, acontece o I Congresso Pan-Americano de Arquitetos, em Montevidéu, que marcou o período imediatamente anterior à fundação do instituto que deu origem ao IAB.

 

Anos 20: o primeiro instituto de arquitetos

Em 1921, ano em que o Rio presencia outra expansão urbana, durante o governo de Epitácio Pessoa, com nova organização das camadas sociais, nasce o Instituto Brasileiro de Architectura. A entidade foi criada no dia 26 de janeiro, após reunião de 27 arquitetos e engenheiros na Escola Nacional de Belas Artes.

O instituto promove a proteção da profissão, define a tabela de honorários, luta pela realização de concursos públicos de arquitetura e discute a formação e o exercício profissional. Tais bandeiras foram erguidas assiduamente desde a gestão do primeiro presidente eleito, o arquiteto Gastão Baihana, que também integrou a comissão encarregada de redigir os estatutos.

A agitação crescente em torno das artes e da política brasileira abre portas para um período de efervescência, que gerou a Semana de Arte Moderna de 1922 e o manifesto Surrealista. Diante de tantas transformações, o instituto, com apenas um ano de trajetória, viu seus membros se dividirem. Mas a cisão não durou muito tempo: em 1925, os dois grupos se fundem no Instituto Central de Arquitetos, presidido por Fernando Nereu de Sampaio, cujo objetivo principal era a consolidação e união da classe.

 

Anos 30: a vitória do modernismo

Em 1930, os arquitetos brasileiros realizam o IV Congresso Pan-americano de Arquitetos, no Rio. O evento é marcado pelo embate entre duas correntes da arquitetura: a neocolonial e a modernista, que prevalece.

Em 1931, Nestor Egydio de Figueiredo assume oficialmente a corrente modernista em sua gestão. O instituto se engaja assim na luta pela arquitetura contemporânea. É o despontar de uma nova estética. 

As mudanças começaram pelo nome da entidade, que, em 1934, passa a se chamar definitivamente Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB). A primeira reforma estatuária é providenciada no mesmo ano, seguida do lançamento do primeiro boletim oficial, em 1935, e da revista “Arquitetura e Urbanismo”, em 1936, dirigida pelo ex-presidente Cipriano Lemos. 

O período entre 1931 e 1942 é marcado por produções emblemáticas da arquitetura brasileira: o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, de Niemeyer; o Grande Hotel de Ouro Preto; a Avenida Presidente Vargas; os prédios decó, em Copacabana; e o Park Hotel, de Lúcio Costa, em Friburgo, entre outras. Durante seis mandatos sucessivos, de 1936 a 1943, Nestor Egydio de Figueira mantém-se na presidência do IAB, encerrando a fase dos presidentes fundadores e abrindo campanha pela eleição de grandes nomes da arquitetura.

 

Anos 40: surge a estrutura federativa e o IAB político

Na primeira metade da década de 40 surgem os primeiros departamentos estaduais do IAB, transformando a entidade até então centrada no Rio de Janeiro em uma estrutura federativa. Os primeiros departamentos foram os de Minas Gerais e de São Paulo, criados em 1943.

Se, em 1931, a entidade tinha como foco a defesa da arquitetura contemporânea, em 1944, manifesta-se abertamente pelo fim da ditadura Vargas, pela anistia geral, pela libertação dos presos políticos e pela convocação de uma Assembleia Constituinte, relacionando, portanto a prática profissional às questões políticas mais abrangentes. 
Antes disso, em 1939, vem à tona a discussão se o IAB seria ou não transformado em sindicato, o que acabou não indo adiante. 

O primeiro presidente fora do grupo dos 27 fundadores é Paulo Camargo de Almeida, que sonha com a conquista de uma sede para o IAB. A mesma meta foi incorporada pelos seus sucessores, Firmino Fernandes Saldanha e Milton Roberto. Este último, descrente das promessas governamentais de uma sede para o instituto, passa a buscar uma solução própria junto aos associados. 

Anos 50: a importante criação do COSU

Em 1956, no mandato de Ary Garcia Rosa, é finalmente criado o Conselho Superior do Instituto de Arquitetos do Brasil, o COSU, integrado por representantes de todos os departamentos estaduais e ex-presidentes. 

Ao COSU, cabe traçar a política do IAB e eleger a Diretoria Nacional. Define-se, assim, a estrutura federativa do instituto. Os mandatos de Ary Garcia Rosa coincidiram também com o governo JK e sua proposta de mudança da capital da República para o coração do Brasil.

Anos 60: o seminário do Quitandinha e a luta contra o BNH

Brasília é inaugurada. Sai vitoriosa a Revolução Cubana. É empossado Jânio Quadros. Ocorre a reunião da Aliança para o Progresso. O país e o continente vivem um momento peculiar de sua história.

O IAB envolve-se diretamente no concurso para a criação da nova capital. A arquitetura brasileira transcende os limites do país (vinte e sete anos depois de sua criação, Brasília seria incorporada ao Patrimônio da Humanidade). O Instituto continua sua luta pela reformulação da regulamentação profissional, ao mesmo tempo que discute amplamente os mais variados temas ligados aos destinos do desenvolvimento brasileiro.

Na década, é eleito o primeiro presidente oriundo de um departamento estadual, o arquiteto Ícaro de Castro Mello, de São Paulo. Sob sua gestão, o IAB desenvolveu ações de grande repercussão para a categoria. A organização do Seminário de Habitação e Reforma Urbana, em julho de 1963, no Hotel Quitandinha, em Petrópolis, no Estado do Rio, é o ápice do momento. 

A revista Arquitetura (1961-68), editada no Rio de Janeiro, é o principal veículo que homogeneiza o pensamento da categoria.

No plano internacional, Flávio Léo da Silveira é eleito vice-presidente da União Internacional de Arquitetos (UIA). Nessas e em inúmeras outras ações de importância equivalente, o IAB mostra-se pronto a apresentar a contribuição da categoria ao país. 

Mesmo após abril de 64, quando os militares assumem o poder, cabe ao IAB desenvolver uma intensa e acirrada campanha contra o BNH – Banco Nacional de Habitação, inicialmente sob a gestão de Ícaro e depois sob a gestão de Fábio Penteado, que assumiu a presidência do IAB em 1966.

No final dos anos 60, somavam-se à questão habitacional os problemas urbanos decorrentes do desenvolvimento na década anterior – tudo isso no contexto da luta contra invasão do capital multinacional, que traz reflexos diretos no exercício profissional.

O ano de 1968 tem AI-5, grandes movimentos de contestação no mundo e nos países latino-americanos e, também, grandes repressões em nações como Brasil, México, Tchecoslováquia, França e Brasil.

No IAB, os pequenos departamentos rebelavam-se contra o que se denominava hegemonia do eixo Rio – São Paulo, que não permitia uma participação mais efetiva das unidades com menor número de associados.

Uma chapa de associados de vários Estados, tendo à frente Eduardo Kneese de Mello, é eleita, dando início à fase de transição do poder central para a estrutura federativa da entidade. Essa importante transformação no processo decisório da entidade não se faz sem grandes sacrifícios, sobretudo pela direção nacional lidar ainda com a repressão e seu “milagre brasileiro”.

Anos 70: a explosão contra a repressão

Em 1970, Benito Sarno, da Bahia, sucede a Kneese de Mello. São realizadas, na gestão de Sarno, as reformas estatutárias que atualmente modelam o IAB: a definição do COSU como órgão máximo deliberativo e a obrigatoriedade de eleições baseadas em plataformas elaboradas por departamentos, e não mais simplesmente por nomes.

Em 1972, Miguel Alves Pereira sucede à Benito Sarno, com quem havia trabalhado estreitamente na reformulação do IAB, levando a sede nacional para Brasília e, de lá, inicia o processo de implantação da estrutura federativa e democrática da entidade. As reuniões semestrais do COSU passam a ser realizadas em diversas capitais do país, o que permite uma maior e mais intensa participação dos associados e dos departamentos, fortalecendo a entidade e sua atuação a nível interno, nacional e internacional.

Nesse momento, por força do acordo MEC-USAID, proliferam as escolas de arquitetura, enquanto a categoria sofre grandes transformações: o antigo profissional liberal, em seu pequeno atelier, perde espaço ou se integra a uma enorme massa de assalariados e, com o correr do tempo, numa massa de desempregados ou subempregados.

Nos anos 70, o país vive sob o véu da repressão. A América Latina está nas casernas. Miguel Alves Pereira é reeleito e, durante os cinco anos de sua gestão à frente do IAB, surgem os diversos sindicatos de arquitetos. Deve-se a Pereira a criação da ABEA – Associação Brasileira de Escolas de Arquitetura, entre outras realizações. 

O trabalho de Pereira culmina, em fins de 1976, no IX Congresso Brasileiro de Arquitetos, em São Paulo, quando uma massa de cerca de seis mil arquitetos e estudantes surpreende a todos numa explosão contra a ditadura e os atos de exceção, como que reeditando o movimento de 1943, com outras dimensões.

O IAB passara por um largo período voltado para si mesmo, em busca de sobrevivência, da reorganização nacional, do repensar a formação e prática profissionais. Volta exuberante, forte, numa ação que transcendeu os limites da entidade e da categoria e atingiu as ruas.

Em 1977 a Diretoria Nacional do Instituto vai para Porto Alegre sob a presidência de Demétrio Ribeiro, cuja plataforma enfatizava uma atuação ainda mais política da entidade.

É o IAB propondo-se a exercer um papel de esclarecimento, apoio e orientação. Busca conquistar posição de liderança cultural nos assuntos a que lhe são pertinentes, preserva absoluta independência, tenta uma ação conjunta com a comunidade e outras organizações profissionais e culturais e debate temas em busca de respostas à degradação da vida urbana, da herança cultural do povo, da devastação do ambiente natural e da contaminação ambiental. 

 

Anos 80: o arquiteto assume posições em governos

A maturidade conquistada na década de 70 vai se refletir nas eleições de janeiro de 1980. A partir de um amplo e democrático debate, o Conselho Superior constrói sua plataforma com a contribuição dos departamentos do Nordeste e elege Fernando Burmeister seu novo presidente, transferindo para o Rio de Janeiro a sede da Direção Nacional.

A essa altura, já não mais importa a questão da origem da Direção Nacional, mas sim sua capacidade de cumprir a plataforma modelada pelo Conselho Superior. Por outro lado, a consolidação da Federação Nacional de Arquitetos (associação dos sindicatos de arquitetos) e da Associação Brasileira de Escolas de Arquitetura torna a condução da categoria mais complexa, impondo um grande empenho na organização administrativa da nova Direção Nacional.

Nas comemorações dos 60 anos da entidade, no Rio de Janeiro, todos os ex-presidentes vivos se encontram no mesmo local em que se realizara a histórica reunião de 26 de janeiro de 1921. São lançados o primeiro livro da série  “Coleção IAB – Quatro Séculos de Arquitetura”, de Paulo Santos, e uma primeira tentativa de resgate da história do instituto, em forma resumida, elaborada pelo arquiteto João Ricardo Serran.

No plano político, o XI Congresso Brasileiro de Arquitetos, realizado em Salvador, debate o tema – O Arquiteto e Gestão Democrática da Cidade – antecipando-se à questão teria repercussão nacional ao longo da década.

Telmo Magadan sucede Fernando Burmeister e assume a direção do IAB num momento particularmente importante da história brasileira, em que a sociedade se organiza para por fim a uma época de arbítrio e opressão.

No IAB, com adesão dos departamentos estaduais, são debatidas e definidas posições sobre a questão urbana, a política habitacional, a legislação profissional, entre outras.

Com o início da abertura democrática do país, inúmeros arquitetos, defendendo posições da categoria, são chamados a assumir funções em novos governos, eleitos democraticamente. Telmo Magadan assume a presidência da Empresa Brasileira de Transportes Urbanos (EBTU), passando a presidência do instituto ao vice-presidente Antônio Carlos Campelo Costa, do Ceará.

Em 1986, assume a presidência do IAB Fábio Goldman, de São Paulo. Um ano depois, o Brasil volta a ter representatividade no Conselho da União Internacional de Arquitetos, do qual estivera afastado desde a década passada. Nessa mesma época, Goldman traz para o Brasil a sede do Grupo de Trabalho – Patrimônio da Arquitetura das Américas, da UIA. 

Dois anos depois, a Constituição Brasileira é promulgada, embora ainda se note uma insegurança e inconsistência no poder central do país. 

O Conselho Superior do Instituto conclama os departamentos estaduais a uma manifestação forte e conjunta, encaminhando emendas ao Congresso Nacional exaustivamente debatidas pela categoria, referentes à Reforma Urbana.

O IAB coordena em convênio com o MDU – Ministério do Desenvolvimento Urbano, seminários sobre a reformulação do Sistema Financeiro da Habitação e a Nova Política Urbana, nas capitais do País.

No instituto, está sendo elaborada a reforma dos estatutos, tornado-os mais adequados às novas realidades, e a regulamentação de concursos. No plano nacional o IAB trabalha pela descentralização da atuação e participação dos departamentos nas gestões regionais e no plano internacional pela ampliação e fortalecimento das relações do instituto com as entidades do exterior.

Em 1988, o IAB lança a revista oficial ARQ, distribuída a todos os associados nos estados da federação. Nela, são divulgados os trabalhos da entidade, dos arquitetos, analisadas as questões relativas à arquitetura, publicados concursos, cursos, promoções, manifestações e acontecimentos no Brasil e no exterior.

Anos 90: o projeto de um conselho próprio

O Brasil vivenciou uma década bastante acalorada. Impeachment do ex-presidente Fernando Collo, inflação a 81% ao mês (1990), Encontro Mundial para o Meio Ambiente (ECO 92), entre outros fatos marcaram esse período. Na arquitetura brasileira, houve a reunificação das entidades nacionais dos arquitetos (IAB, FNA dos Sindicatos, ABEA, AsBEA e ABAP) em torno de um projeto comum de Conselho próprio.

O Instituto pressionou senadores e partidos político a aprovarem o projeto de lei de criação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo, de autoria do senador José Sarney. Com o apoio dos senadores Eduardo Azeredo (PSDB), Ana Julia Carepa (PT) e Roseana Sarney (PFL), o projeto foi aprovador por unanimidade na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP).

Nacionalmente, a entidade ainda participou de todas as etapas da Conferência das Cidades, arregimentando arquitetos das entidades, do poder público, da academia e de outros setores, assumindo o papel de formador de opinião nas discussões e votações. Também estabeleceu uma sólida parceria com o então Ministro das Cidades, Olívio Dutra, a vice-ministra Erminia Maricato, e os secretários Raquel Rolnik e Jorge Hereda. Posteriormente com o Márcio Fortes, que veio a assumir a pasta do Ministério das Cidades.

Anos 2000: Lista completa dos ex-presidentes do IAB

Adolfo Morales de Los Rios (1921 a 1924)
Fernando Nereo de Sampaio (1924 a 1928)
Cypriano Lemos (1928 a 1929)
Adolfo Morales de los Rios Filho (1929 a 1930)
Nestor Egydio de Figueiredo (1930 a 1932)
Angelo Bruhns (1932 a 1933)
Roberto Magno de Carvalho (1933 a 1934)
Augusto Vasconcellos Junior (1934 a 1936)
Nestor Egydio de Figueiredo (1936 a 1943)
Paulo Camargo de Almeida (1943 a 1946)
Firmino Fernandes Saldanha (1946 a 1949)
Milton Roberto (1949 a 1953)
Paulo Antunes Ribeiro (1953 a 1956)
Ary Garcia Rosa (1956 a 1960)
Ícaro de Castro Mello (1960 1966)
Fábio Penteado (1966 a 1968)
Eduardo Kneese de Mello (1968 a 1970)
Benito Sarno (1970 a 1972)
Miguel Alves Pereira (1972 a 1977)
Demetrio Ribeiro (1977 a 1980)
Fernando Burmeister (1980 a 1983)
Telmo Magadan (1983 a 1985)
Antônio Carlos Campello Costa (1985 a 1986)
Fábio Goldman (1986 a 1989)
Miguel Pereira (1989 a 1992)
Ciro Felice Pirondi (1992 a 1994)
Romeu Duarte Jr. (1994 a 1996)
Gregorio Repsold (1996 a 1998)
Carlos Maximiliano Fayet (1998 a 2000)
Haroldo Pinheiro Villar de Queiroz (2000 a 2004)
Demetre Basile Anastassakis (2004 2006)
Gilberto S. Domingues de Oliveira Belleza (2006 a 2008)
João Virmond Suplicy Neto (2008 a 2010)
Gilson Paranhos (2010 a 2012)
Sérgio Ferraz Magalhães (2012 a 2014)

 

Anos 2010: O Colar do IAB

O Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB, fundado em 26 de janeiro de 1921, tem construído a sua história sempre atento aos preceitos da boa arquitetura e da prática profissional, aliado a uma visão de país política, econômica e culturalmente comprometido com uma identidade nacional.

A sólida base de nossa política e prática profissionais tem contado com a contribuição inestimável de muitos colegas e de personalidades da vida brasileira. O símbolo maior de reconhecimento a essas figuras proeminentes é o Colar de Ouro do IAB – criado em 1967, momento em que o IAB tinha como presidente nacional o arquiteto Fábio Penteado.

Pelos Estatutos do IAB, somente os ex-presidentes do IAB, sócios honorários e titulares com mais de vinte anos de vida profissional, sócios beneméritos e sócios titulares premiados em concursos públicos ou que tenham realizado obra notável, a juízo do Conselho Superior, terão direito a usar o Colar do Instituto de Arquitetos do Brasil.

Já receberam a comenda as seguintes personalidades:

Acacio Gil Borsoi     –     Arquiteto (2005)
Ary Garcia Rosa     –      Arquiteto, ex-presidente do IAB
Affonso Eduardo Reidy     –     Arquiteto (2001)
Carlos Bratke     –     Arquiteto (1999)
Carlos Maximiliano Fayet     –     Arquiteto, ex-presidente do IAB (2003)
Demétrio Ribeiro     –     Arquiteto, ex-presidente do IAB (2003)
Dirceu Carneiro     –     Arquiteto, Senador da República (1993)
Eduardo Corona     –     Arquiteto
Eduardo Kneese de Mello     –     Arquiteto, ex-presidente do IAB
Fábio de Moura Penteado     –     Arquiteto, ex-presidente do IAB
Francisco de Assis Cuto dos Reis     –     Arquiteto (2008)
Francisco Matarazzo Sobrinho     –     Protetor e fomentador da Arte e da Cultura
Gian Carlo Gasperini     –     Arquiteto (1999)
Ícaro de Castro Mello     –     Arquiteto, ex-presidente do IAB
Jayme Lerner     –     Arquiteto (1997)
João B. Vilanova Artigas     –     Arquiteto
João Filgueiras Lima (Lelé)     –     Arquiteto
Joaquim Guedes     –     Arquiteto (2003)
Jorge Machado Moreira     –     Arquiteto
José Zanine Caldas     –     Arquiteto Honorário
Juscelino Kubitschek de Oliveira     –     Presidente da República
Lucio Costa     –     Arquiteto
Luiz Paulo Fernandes Conde (2010)
Marcos Konder Netto     –     Arquiteto (2003)
Mário Covas     –     Governador de São Paulo (1999)
Maurício Roberto     –     Arquiteto
Miguel Pereira     –     Arquiteto, ex-presidente do IAB (1993)
Oscar Niemeyer     –     Arquiteto
Oswaldo Corrêa Gonçalves     –     Arquiteto
Pasqualino Romano Magnavita     –     Arquiteto
Paulo Antunes Ribeiro     –     Arquiteto, ex-presidente do IAB
Paulo Mendes da Rocha     –     Arquiteto (1999)
Pedro Paulo de Mello Saraiva     –     Arquiteto (2003)
Pietro Maria Bardi     –     Protetor e fomentador da arte e da Cultura
Roberto Burle Marx     –     Arquiteto Honorário
Roberto Pompeu de Souza Brasil     –     Jornalista, Senador da República (1993)
Ruy Othake     –     Arquiteto (2006)
Sérgio Bernardes     –     Arquiteto
Severiano Mário Porto     –     Arquiteto (2004)

 

Tempos atuais: o IAB na nova realidade urbana brasileira

Velhas lutas vencidas, novos objetivos à vista. A conquista da alforria profissional, tarefa à qual o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) dedicou boa parte de seus esforços por décadas, é alcançada. A gestão da Direção Nacional trabalha, ao lado dos departamentos estaduais, para recolocar em pauta temas essenciais ao arquiteto, à cultura arquitetônica e à própria sociedade.

O IAB dedica esforços a questões como o fortalecimento do conceito e da dimensão cultural do projeto, que é a estrutura da própria profissão, a defesa de políticas públicas que considerem a nova realidade urbana brasileira, com 85% da população nas cidades e um enorme passivo sócio-habitacional, e ainda a retomada da defesa do concurso de projeto para as obras públicas, como um fator de qualificação das cidades e de fortalecimento da cultura nacional.