Sociedade organizada apresenta ações no 151º COSU

Data: 26/01/2017

Departamento: Nacional

A manhã de trabalhos da 151ª Reunião do COSU, na quinta-feira, 26 de janeiro, foi dedicada à apresentação das organizações da sociedade civil de Maringá. Aos conselheiros do IAB, representantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), do Observatório Social de Maringá (OSM) e do Instituto Cultural Ingá (ICI) mostraram como atuam em parceria com os gestores públicos locais.
 
O cojunto de instituições da sociedade civil que atuam em benefício de Maringá foi considerado, pelos conselheiros do IAB, como um caso exemplar a ser amplamente divulgado entre municípios brasileiros. Criado em 1996, através da Lei Municipal 4275/96, o Codem surgiu a partir de um movimento da sociedade organizada, denominado “Repensando Maringá”. O grupo tinha como objetivo discutir, com base nos indicadores econômicos, a falta de planejamento futuro e a descontinuidade das ações dos governos na cidade. Com caráter deliberativo, consultivo e apartidário, o Codem formula e executa políticas de desenvolvimento econômico, através de propostas, projetos, programas ou planos que são submetidos aos poderes Executivo ou Legislativo da cidade, do Estado ou do país.
 
Na apresentação aos conselheiros do IAB, o presidente do Codem, o arquiteto Édson Luiz Cardoso Pereira, destacou a primeira fase do Masterplan, desenvolvido pelo Conselho, que aponta as áreas com potencial para o futuro da economia da cidade. Custeado pela iniciativa privada, que investiu R$ 1 milhão, o projeto sinaliza uma vocação local para indústria limpa e de alta tecnologia, serviços de excelência e agronegócio. “O Codem se tornou uma ajuda valiosa para a Prefeitura e também para a sociedade. Temos a sorte de contar, tanto no Conselho, como na gestão municipal, com pessoas inteligentes e maduras que tiram proveito de todo esse esforço. O Masterplan surgiu com o propósito de organizar o crescimento. A cidade está se desenvolvendo muito, mas não podemos mirar o crescimento para o caminho errado”, alertou Édson Pereira.
 
Para a segunda etapa do Masterplan, será contratada outra consultoria. Na próxima etapa, o objetivo será a elaboração de um estudo urbanístico da cidade. A previsão é que o projeto custe, em média, US$ 1,3 milhão. Assim como na primeira fase, o Codem espera bancar o trabalho com o apoio da iniciativa privada.
 
Enquanto um grupo pensa o desenvolvimento econômico e urbanístico de Maringá, outro fiscaliza os gastos públicos. É o caso do Observatório Social de Maringá (OSM). O acompanhamento dos gastos da administração municipal evitou perdas do erário. Um dos exemplos citados foi o lançamento do edital para a compra de quase três milhões de aspirinas. “Na licitação, estava fixado o valor de 0,009 centavos por comprimido. Na hora do empenho, esqueceram um zero, e o preço saiu por 0,09. Esse descuido poderia ter gerado um superfaturamento de R$ 60.750,00. Após denúncia do caso, o processo foi suspenso”, explicou Fábia dos Santos Sacco, presidente do OSM.
 
O Instituto Cultural Ingá (ICI) apresentou também suas ações. Fundada em 2011, a associação visa a fomentar o desenvolvimento da cultura brasileira. Segundo o diretor executivo do ICI, Miguel Fernando, uma das ações bem-sucedida do Instituto é o projeto Ecos do Ingá: mostra de música instrumental. “Trata-se de um evento que, a cada ano de sua realização, homenageará um gênero específico da música instrumental ou erudita. A programação é composta por grupos do gênero musical homenageado, sendo três da região e dois de renome nacional”, afirmou.
 
A 151ª Reunião do COSU acontece em Maringá, de 25 a 28 de janeiro. A cidade abrigou também a Reunião dos presidentes dos Departamentos do IAB, realizada ontem, além do segundo Seminário Nacional de Núcleos do IAB. 

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