Secretário rebate críticas ao sistema ferroviário do Rio

Data: 27/07/2016

Departamento: Nacional

O sistema de trens do Rio de Janeiro voltou à pauta da imprensa nacional na terça-feira, 26 de julho. Em artigo publicado no O Globo, o secretário estadual de Transportes do Rio, Rodrigo Vieira, rebateu as críticas do próprio jornal ao modal ferroviário da capital carioca, publicadas em editorial há quatro dias. O tema foi também objeto de reflexão do presidente do IAB, Sérgio Magalhães, em artigo publicado no último dia 16, e de matéria no site do IAB.
 
Segundo Rodrigo Vieira, o sistema ferroviário do Rio de Janeiro opera em intervalos e adota sistemas de sinalização e comunicação de padrão internacional, praticados por metrôs mundialmente reconhecidos por sua qualidade, como os de Madri e de Londres.
 
“Antes mesmo das seis estações ferroviárias reformadas a tempo da realização da Olimpíada, outras 16 já haviam passado por transformação semelhante, em diversos ramais, sempre selecionados pelo critério de maior demanda, ou seja, maior número de passageiros atendidos”, diz trecho do artigo “A sempre lembrada revitalização dos trens", assinado por Vieira. (clique aqui para ler o artigo)
 
O IAB-RJ percorreu, no dia 14 de julho, as 22 estações que integram o eixo olímpico Deodoro-Engenhão-Maracanã-Sambódromo. O tour aconteceu um dia após a SuperVia entregar a Estação Olímpica Ferroviária de Engenho de Dento à comunidade. A situação observada foi preocupante, apesar de melhorias pontuais. (clique aqui para ler a matéria)
 
Nas estações Riachuelo, Sampaio, Engenho Novo, Silvia Freire, Piedade, Quintino, Cascadura, Oswaldo Cruz, Prefeito Bento Ribeiro e Marechal Hermes não existe acessibilidade, as plataformas não protegem do sol e da chuva, são mal iluminadas, os ambientes insalubres e não oferecem segurança aos usuários do sistema de trens. Nas estações São Francisco Xavier, Mangueira e Méier, as escadas rolantes estavam paradas e muitas em péssimo estado de conservação.
 
A Estação Engenho de Dentro, sim, atende às expectativas de um equipamento para servir à população. As obras de melhorias contemplaram a reforma do mezanino antigo com acessibilidade plena e a construção de um novo; instalação de elevadores que levam às plataformas; construção de rampas de acesso, entre outras.
 
O eixo olímpico Deodoro-Engenhão-Maracanã-Sambódromo será o de maior demanda de público durante a Rio 2016. A expectativa é que 426.752 pessoas se desloquem por esse eixo no dia 16 de agosto. Para os dias 12 – quando haverá finais de natação no Estádio Aquático, na Barra –, e 17 de agosto, com atletismo e semifinal de futebol masculino, são esperadas mais de 400 mil pessoas usando o transporte público.
 
Para o presidente do IAB, Sérgio Magalhães, o Estado poderia ter investido melhor o dinheiro público se privilegiasse o sistema ferroviário do Rio. “O estado gastou oito bilhões de reais na extensão da Linha 1 do metrô, Ipanema-Jardim Oceânico, de baixa participação olímpica e alto custo por passageiro. De fato, será um metrô singular: uma linha (e três nomes). Por um valor ínfimo do dispendido (talvez nem 10%), o estado traria à contemporaneidade o eixo da Central, com estações confortáveis e trens circulando em intervalos pequenos, tal metrô das grandes cidades. E, agora, o público olímpico e os moradores do Rio estariam mais bem atendidos”, avaliou Magalhães em artigo publicado no dia 16 de julho. (clique aqui para ler o artigo)
 
Já O Globo, em seu editorial, afirmou que se as linhas de trem do Grande Rio tivessem sido “metrolizadas”, seguindo o exemplo de metrópoles de outros países, milhares de passageiros deixariam de lado ônibus e carros. “O gasto com a extensão do metrô, assim com a implantação dos 123 quilômetros de BRTs, não pode justificar o adiamento dos planos de revitalização da malha ferroviária. Pelo contrário, deve servir de incentivo, já que, sem a recuperação dos trens, o sistema de transporte do Grande Rio estaria incompleto”, afirmou o jornal (clique aqui para ler o editorial)

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