PROJETO: Crise e Arquitetura

Autor: PROJETO Data: 15/06/2016

Departamento: IAB SP

* José Armênio de Brito Cruz

O ofício coletivo de fazer arquitetura configura um mercado. O mercado de projeto de arquitetura. Este interage com outros mercados, como o imobiliário, o de construção e obras, mas tem dinâmica, indexadores, dimensionamentos, práticas, conquistas e fragilidades próprios, com características e comportamentos específicos.

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Como mercado, somos ainda pueris. Pouca coesão e uma certa resistência a perceber a necessidade da dimensão coletiva da profissão. O mercado de projeto de arquitetura ainda busca um novo desenho institucional. É um mercado frágil, que come pelas bordas e se canibaliza. Um eixo me parece perpassar todas as nossas atividades: o projeto, enquanto atitude, forma de conhecimento e intervenção na realidade. Em qualquer segmento de atuação, o foco é o projeto.

A sua valorização é também a de todos os fazeres do arquiteto. O projeto é instrumento da sociedade para a conformação de seus destinos. Agora, vivendo na democracia, é instrumento de transparência, de esclarecimento de posições e também de controle de gastos.

Não podemos pensar em construir um país sem projeto. Este precisa, com urgência, encontrar seu lugar na administração pública e na sociedade brasileira. Precisamos começar a viver uma cultura de projeto. Dedicar recursos, tempo, inteligências e gestões a ele.
 
Foto: José Armênio de Brito Cruz. Crédito: ArchDaily Brasil

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