IAB-RJ critica abandono da Fazenda Colubandê no Rio

Data: 21/09/2015

Departamento: IAB RJ

O IAB-RJ divulgou nesta segunda-feira, 21 de setembro, nota de repúdio à situação de abandono da Fazenda Columbandê, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O texto, elaborado pela vice-presidente de Relações Socioculturais do instituto, Cêça Guimaraens, critica o jogo de empurra das esferas públicas em torno da preservação do patrimônio cultural. No último dia 15, uma reportagem veiculada no Bom Dia Rio, da TV Globo, mostrou que os móveis da fazenda foram roubados e que vândalos estão raspando a tinta do altar da Capela de Santana.

Abaixo, a íntegra da nota:

Nota sobre o abandono da Fazenda Colubandê


A Fazenda Colubandê, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, saqueada representa o desprezo pela nossa História e deixa a Cultura do estado do Rio de Janeiro mais pobre!

Os resultados negativos do abandono e do descaso pelos nossos bens culturais ocorrem desde muito. Atentados constantes contra a Cultura e o Patrimônio não encontram respostas efetivas dos nossos governantes. Tampouco os saques ao patrimônio cultural representam motivo para protestos no Brasil!

O que acontece com a Fazenda Colubandê se repete nos incontáveis imóveis históricos tombados. Desculpas vazias, do tipo “o tombamento foi feito pelo governo federal, impossibilidade de fiscalizar, e desinteresse da juventude pela história” são argumentos que aumentam o problema e não indicam a solução.

No Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, a grande quantidade de riquezas culturais tem alcance e visibilidade nacional. Essa condição exige os cuidados das três esferas de governo. A ação integrada seria a mais indicada, com o apoio aos artistas locais e intercâmbios com outras cidades.

O Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB RJ, compreende que o uso e a conservação dos imóveis tombados devem ser as prioridades das instituições de Cultura e Educação. Acredita que as atividades artísticas realizadas em imóveis tombados educam e reforçam as ações participativas, pois esses são os melhores espaços públicos para as trocas de experiências e transmissão de conhecimentos.

Portanto, defende a manutenção desses espaços para o convívio e implementação de programas culturais voltados para os jovens e crianças, grupos dos mais ativos da sociedade urbana. Carentes de lugares para lazer e entretenimento, necessitam de praças e parques, mas também de museus e centros culturais.

O IAB – RJ afirma: Somos todos Fazenda Colubandê!

Clique aqui para ver a reportagem do Bom Dia Rio.
 

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