IAB convida pesquisadores a participar do ArquiMemória 5

Autor: ArquiMemória Data: 06/06/2017

Departamento: IAB BA


O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), através do seu Departamento da Bahia (IAB-BA), e a Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (FAUFBA), através do seu Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPG-AU) e do Mestrado Profissional em Conservação e Restauração de Monumentos e Núcleos Históricos (MP-CECRE), convidam os profissionais e pesquisadores atuantes nas áreas de ensino, pesquisa, projetos, obras e gestão do patrimônio edificado a participar do ArquiMemória 5 – Encontro Internacional sobre Preservação do Patrimônio Edificado.

Tendo como referência o tema do 27º Congresso Mundial de Arquitetos, “Todos os mundos. Um só mundo. Arquitetura 21”, o ArquiMemória 5 adota como tema central “O global, o nacional e o local na preservação do patrimônio”. Neste âmbito, a relação entre global, nacional e local na preservação do patrimônio edificado será abordada a partir de três diferentes eixos temáticos:
 
A CIRCULAÇÃO DE CONCEITOS E TEORIAS

Como as teorias da conservação e da restauração produzidas nos países centrais vêm sendo difundidas e apropriadas nos países emergentes e periféricos? Como elas se adaptam aos diversos contextos culturais específicos em que são adotadas? Que conceitos ou teorias, no campo da conservação e da restauração do patrimônio edificado, vêm sendo concebidos e desenvolvidos nos países emergentes e periféricos?

Como conceitos como “autenticidade” e “integridade”, dentre outros, vêm sendo ressignificados para adequar-se à diversidade cultural dos contextos em que são adotados? Como o rechaço à “reconstrução”, consolidado nos países centrais e nos organismos internacionais no Segundo Pós-Guerra e difundido mundialmente, vem sendo revisto em diversos contextos e até mesmo por instituições como a Unesco, frente às fortes demandas sociais pela reconstrução de monumentos e sítios destruídos, especialmente em países periféricos e emergentes?

Como, historicamente, conceitos como “valor universal excepcional” contribuíram na constituição da Lista do Patrimônio Mundial da Unesco e conceitos como “patrimônio nacional” contribuíram na constituição do acervo de bens tombados pelo IPHAN? Quais os limites destes conceitos frente à valorização da diversidade cultural? Como a emergência de bens patrimoniais transnacionais e novas categorias como “paisagem cultural” e “itinerário cultural” se inserem neste contexto de globalização?

Como a globalização e, por outro lado, a valorização das identidades nacionais e locais vêm contribuindo na constituição de novas categorias de bens patrimoniais? Como a arquitetura, o urbanismo e o paisagismo modernos e os bens do patrimônio industrial, dentre outros bens culturais produzidos a partir da globalização dos séculos XIX e XX, vêm sendo preservados? Como a preservação da arquitetura vernacular e do patrimônio edificado vinculado às minorias étnicas e culturais se insere neste processo? Como os conceitos e práticas adotados na preservação do patrimônio cultural imaterial podem contribuir para a preservação no patrimônio cultural material na contemporaneidade?

INSTITUIÇÕES E SOCIEDADE: GLOBAL, NACIONAL E LOCAL

Como estratégias como “requalificação”, “revitalização”, “reabilitação”, “reciclagem” de monumentos e sítios urbanos de valor cultural vêm sendo adotados, muitas vezes indistintamente, em contextos culturais diversos? Como essas estratégias promovem, direta ou indiretamente, processos denominados de “gentrificação”? Como a globalização e a financeirização vêm influenciando nestes processos? Como os projetos de intervenção em sítios de valor cultural vêm equacionando as demandas locais (por exemplo, a habitação e o comércio de conveniência) e aquelas globais (por exemplo, o turismo)? Quais os impactos econômicos, sociais e culturais, positivos e negativos, do turismo nos monumentos e sítios de valor cultural? Como os megaeventos, por exemplo, vêm impactando os sítios de valor cultural?

Como determinados modelos de planejamento, intervenção e gestão de monumentos e sítios de valor cultural vêm se difundindo globalmente? Qual o papel que os organismos internacionais e as agências cooperação sediados nos países centrais tiveram no processo de difusão desses modelos em países emergentes e periféricos?

Qual vêm sendo o papel das instituições regionais e locais, da sociedade civil organizadas e das comunidades na identificação, conservação e gestão do patrimônio edificado? Qual o papel da educação patrimonial na sensibilização das comunidades locais para a importância da preservação do patrimônio cultural?

Como as comunidades e os movimentos sociais organizados têm influenciado nas transformações das políticas públicas e estratégias de intervenção no patrimônio? Como as comunidades locais, em diferentes contextos, vêm respondendo aos processos de patrimonialização? Como normas, leis e modelos de planejamento, gestão e intervenção rígidos e processos burocráticos rigorosamente controlados pelo Estado lidam com realidades caracterizadas pela informalidade, como em diversos centros históricos latino-americanos?
 
PROJETO E TECNOLOGIA: FORMAÇÃO E PRÁTICA

Em um mundo globalizado, quais os desafios projetuais do arquiteto ao atuar em contextos culturais tão distintos? Qual o papel do arquiteto na constituição do patrimônio do futuro?

Como a globalização vêm resultando na circulação internacional de novos materiais e técnicas voltados à conservação e restauração do patrimônio edificado?  Como esses materiais e técnicas “globais” vêm contribuindo na preservação de elementos, materiais e  técnicas tradicionais (e locais)? Qual o lugar dos materiais e técnicas construtivas tradicionais em um mundo globalizado? Como as novas tecnologias digitais vêm contribuindo na documentação, análise e conservação/restauração do patrimônio edificado? Como os desafios da sustentabilidade ambiental vêm sendo incorporados no campo da conservação e restauração do patrimônio edificado?

Como os centros de formação e de ensino no campo da conservação e da restauração do patrimônio edificado, em seus diversos níveis (da formação de mão-de-obra aos cursos de especialização e de pós-graduação em restauração, passando pelos cursos de graduação em arquitetura), vem reagindo ao processo de globalização e aos desafios por ele impostos?

SELEÇÃO DE TRABALHOS

Diretrizes gerais

O ArquiMemória 5 contemplará a apresentação de trabalhos em três modalidades: A) comunicações; B) colóquios temáticos; C) projetos arquitetônicos e urbanísticos de intervenção no patrimônio edificado. Em cada uma das três modalidades, o processo de seleção ocorrerá em duas etapas e, em cada uma delas, cada trabalho será analisado por dois membros da Comissão Científica em avaliação cega (sem identificação da autoria).

Os trabalhos submetidos em qualquer uma das três modalidades deverão ser enviados para o endereço de correio eletrônico oficial da Comissão Organizadora do ArquiMemória 5: arquimemoria5@gmail.com. Trabalhos enviados para outro endereço de correio eletrônico serão desconsiderados.

Serão aceitos trabalhos nos seguintes idiomas: português, espanhol e inglês.

As normas para submissão de trabalhos nas três modalidades podem ser consultadas aqui:

http://iab-ba.org.br/arquimemoria5/wp-content/uploads/ArquiMem%C3%B3ria-5-Chamada-de-trabalhos-POR.pdf

CRONOGRAMA

09/06/2017 – Novo prazo para envio de resumos expandidos
03/07/2017 – Prazo para divulgação dos resumos expandidos selecionados
10/07/2017 – Prazo para realização de inscrição com valores promocionais
04/09/2017 – Prazo para envio dos trabalhos completos (etapa de ajustes)
02/10/2017 – Prazo para divulgação dos eventuais ajustes a serem realizados nos trabalhos completos
26/11 a 01/12/2017 – Realização do ArquiMemória 5 em Salvador (Bahia)
 
MAIS INFORMAÇÕES
Email: arquimemoria5@gmail.com
Site: http://iab-ba.org.br/arquimemoria5/

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