Desenvolvimento das cidades é baseado no desperdício

Data: 30/06/2015

Departamento: Nacional

Em artigo publicado no jornal El País, no dia 27 de junho, o catedrático de Urbanismo e Ordenamento do Território na Universidade Politécnica de Madri José Fariña Tojo diz que o futuro da humanidade passa pela correção da expansão sem rumo das grandes concentrações urbanas.

Clique aqui para ler o artigo “Uma cidade mais próxima”, publicado pelo El País

Segundo José Tojo, na tentativa de reduzir as desigualdades da Revolução Industrial e melhorar a saúde pública, as cidades aumentaram o consumo do planeta e adotaram um modelo baseado na ineficiência e no desperdício, incompatíveis com os limites planetários.

“Até meados dos anos cinquenta, as cidades cresciam de forma mais ou menos radioconcêntrica, apoiadas nas vias de comunicação e com adensamento razoavelmente alto. A partir desse momento, e por causa da popularização dos carros, a cidade começou a crescer de outra maneira: colocando pedaços urbanizados, em geral de baixa densidade, à maior ou menor distância da cidade contínua, com estradas de ligação entre todas as partes. Foi assim que se mudou o conceito de distância em quilômetros pelo de distância em minutos. Com a vantagem para o urbanizador de que o terreno era muito mais barato”, explica Tojo no artigo..

Para o presidente do IAB, Sérgio Magalhães, a expansão das cidades e a perda resultante de densidade dos centros urbanos são consequências da especulação imobiliária e da falta de uma política urbana consistente. “O resultado disso é a degradação ambiental e dos serviços públicos. Isso torna as metas de universalização dos serviços cada vez mais remotas”, afirma Magalhães.

“A cidade do futuro nunca será como a do passado. A razão principal é que a população mundial em 1800 era de 1 bilhão de pessoas e atualmente é preciso alojar 7 bilhões. (...) Depois da tremenda diástole urbana produzida no século passado, vê-se a chegada de uma sístole, uma contração, um recolhimento urbano necessário para que o coração do planeta continue funcionando”, defende José Tojo.

Imagem: Panorâmica de Paris realizada pelo astronauta Alexander Gerst. / GETTY

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