Carta de Fortaleza será entregue a candidatos

Data: 24/04/2014

Departamento: IAB CE

Um documento contendo um diagnóstico sobre o “Brasil urbano” e diretrizes estratégicas para planejamentos de curto, médio e longo prazo será apresentado ao final do XX Congresso Brasileiro de Arquitetos (XX CBA). O texto, chamado de Carta de Fortaleza, deverá ser entregue este ano aos candidatos à Presidência da República.

“Nós entendemos que isso significa uma atitude cidadã. O nosso objetivo é expressar o pensamento da inteligência arquitetônica e urbanística brasileira”, afirmou o vice-presidente do IAB Nordeste e presidente da comissão organizadora do XX CBA, Odilo Almeida. Segundo Odilo, o texto da carta, elaborado pelas entidades regionais do IAB, deverá ser discutido e consolidado durante o evento.

Entre os principais temas levantados pelo documento, aponta o arquiteto, estão planejamento e mobilidade urbana, lei de uso e ocupação dos solos, habitação e programas habitacionais e o acesso à arquitetura. “A gente deseja que a arquitetura não seja um artigo de luxo e que chegue a um universo cada vez maior de brasileiros que exigem uma política urbana inclusiva”, comenta.

Para Odilo, a discussão sobre planejamento e crescimento urbano vem ganhando fôlego nas últimas décadas. “A sociedade tem despertado para o tema como despertou para a questão ambiental. Agora é a hora dos candidatos ouvirem os profissionais e incluírem essas demandas nos seus planos de governo”. 

Créditos do texto: Liana Costa
Publicado originalmente no Jornal O Povo Online, acesse em ​http://migre.me/iUuwz

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Comentários (01)

CONGRESSO EM FORTALEZA
Assisti à sessão, de 23.04.2014, do Congresso de Fortaleza. O que vi, e ouvi, não me causou, infelizmente, a mais remota surpresa:

1º ) Um dirigente do CAU, pisando em ovos, tentando explicar, pela enésima vez, que o CAU não passa de um “CREA caneta MontBlanc”. Ou seja: embora seja um “filho-fujão”, do mussolínico cartório CONFEA, jamais poderá ir além das mesmas e burocráticas pernas com as quais foram, são e serão obrigados a caminhar, desde mil novecentos e getulio vargas, TODOS os Conselhos Profissionais existentes no Brasil. Salvo por alguns poucos ouvidos, falou sânscrito.

2º ) Outro dirigente do CAU, também pisando em ovos, tentando chamar discussões e/ou propostas que pudessem convergir para uma urgente e efetiva revisão das grades curriculares (hoje seguidas nas faculdades brasileiras), de modo a resgatar os muitos conteúdos, técnico-construtivos, cujas carências têm contribuído para desgastar a imagem, do arquiteto egresso, no mercado e na sociedade. Salvo por alguns poucos ouvidos, falou aramaico .

3º) Platéia apresentando poucas perguntas e propostas razoáveis (CAU-RS, CAU-ES e CAU-MG), mas que sucumbiram àquelas, dominantes, comprometidas com a manutenção do “status quo” e fundamentadas em alegóricos motes dos tipos “raiva-de-engenheiro”, “alergia-a-decorador”, “fobia-de-exame-de-ordem”, “pressão-sobre-o-MEC”, ”nojo-de-faculdade-privada” e semelhantes imaturidades.

4º) Ficou demonstrado, mais uma vez, que parte expressiva, dos filiados do CAU, tende a esperar e a exigir, deste Conselho, um desempenho contundente, heróico e quase onírico, como uma espécie de compensação por tudo o que achavam (e acham) não ter recebido do CONFEA. O que será, por ululante óbvio jurídico, impossível . . .

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