Alunos da UFF exibem pesquisas sobre a Região Metropolitana do Rio

Data: 14/07/2017

Departamento: IAB RJ

Alunos dos cursos de graduação e pós-graduação da Universidade Federal Fluminense (UFF) apresentaram, na Casa do Arquiteto Oscar Niemeyer, sede do IAB-RJ, quarta-feira, 12 de julho, os resultados preliminares de pesquisas que buscam discutir o desenvolvimento das 21 cidades que compõem a Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A iniciativa é resultado do acordo firmado entre a Câmara Metropolitana do Rio, o IAB-RJ e as faculdades e escolas de Arquitetura e Urbanismo do Estado.
 
Ao todo, foram apresentados cinco trabalhos: Arcos Metropolitano: diretrizes para o uso e ocupação, das alunas Ana Luiza Meca e Priscila Soares; Projeto Corredores Verdes para São Gonçalo, de Ana Paula Esteves e Genildo Filho; Projeto alternativo para o trajeto da Linha 3 do Metrô, de Gabriela Mesquita e Poliana Borges; Recuperação das margens dos rios urbanos, de Kaué Romão; e Proposta de integração das linhas 3 e 2 do metrô via Ponte Rio-Niterói, do economista Francisco Renato Vieira.
 
Ana Luiza Meca e Priscila Soares propõem conter o espraiamento urbano da metrópole com a instituição de um polo agrícola nos municípios Japeri, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Magé. A área de abrangência do estudo possui uma área rural significativa e frágil do ponto de vista ambiental. Entretanto, a expansão urbana proposta pelos Planos Diretores desconsideram os problemas da região. Ana Paula Esteves e Genildo Filho buscam, através da criação de corredores verdes, valorizar o município de São Gonçalo. “Os corredores verdes se apresentam como oportunidade para resgatar a visibilidade de São Gonçalo e também melhorar as condições higrotérmicas locais. Apresentam-se ainda como potencial oportunidade para o reflorestamento e a preservação das matas e ecossistemas ciliares. O alcance vai além dos benefícios ambientais”, destacou Ana Paula.
 
 
A proposta alternativa para a Linha 3 do Metrô apresentada por Gabriela Mesquita e Poliana Borges buscar conectar a infraestrutura à cidade através de integração com outros modais e a interligação com outras centralidades. Segundo as pesquisadoras, a atual proposta para a Linha 3 torna o metrô independente, já que a infraestrutura seria implantada sobre viadutos. Já o aluno da graduação Kaué Romão propõe um pacote de diretrizes para recuperar as margens dos rios urbanos. Dados apresentados pelo estudante apontam que a Região Metropolitana possui 267 rios e canais e quase 900 quilômetros de cursos d’águas. Kaué centrou os estudos no Rio Maracanã, que considera emblemático por sua extensão e por apresentar trechos em áreas públicas e privadas. O estudo de Francisco Renato Vieira defende a integração das Linhas 3 e 2 do metrô através da Ponte Rio-Niterói. Para o economista, a infraestrutura poderia ocupar faixas centrais da ponte ou ser implantada na parte inferior. Sugere ainda a criação de estações no Caju e na Rodoviária Novo Rio.
 
Para o presidente do IAB-RJ, Pedro da Luz Moreira, é necessário haver mais debate sobre desenvolvimento da Região Metropolitana do Rio.  Ele avalia que a discussão contribuirá para a melhoria da qualidade de vida da população. “É fundamental que haja pensamento dessa área (Região Metropolitana do Rio). A experiência na UFF tem sido significante. Grande parte dos trabalhos abordaram São Gonçalo, o segundo município mais populoso do Estado e, ao que parece, invisível”, afirmou.
 
Após as apresentações, o diretor-executivo da Câmara Metropolitana, Vicente Loureiro, defendeu que o debate metropolitano precisa ganhar peso. “É um orgulho ver que as universidades e faculdades de Arquitetura e Urbanismo compraram essa briga. Agradeço ao IAB por fomentar a discussão e abrigar o debate”, disse. Loureiro explicou que algumas ações do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, mas que precisam ser aprimoradas. “São teses, diretrizes. O plano não esgota esses assuntos. O trabalho vai apresentar um novo modelo de metrópole, que a gente acredita que deve ser polinucleada”, defendeu.
 
 
O acordo de cooperação técnica para fomentar discussões de temas urbanos de escala e/ou impacto metropolitano foi assinado em abril entre o IAB-RJ e a Câmara Metropolitana. As universidades e faculdades do Rio subscreveram também o documento. Com a assinatura do acordo, a Câmara disponibilizou as informações as informações acumuladas no desenvolvimento do Plano Diretor Urbano Integrado da Cidade Metropolitana do Rio de Janeiro, além de representações cartográficas atualizadas e do levantamento aerofotogramétrico.  A contrapartida do IAB-RJ é a promoção de seminários, de exposições, entre outras atividades, para divulgação dos trabalhos indicados pela academia. 

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